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No Inferno: a crítica de Ricardo Riso

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Ricardo Riso, brasileiro especialista em literaturas africanas de língua portuguesa, assistiu à apresentação da peça "No Inferno", no FESTILP, no Rio de Janeiro e escreveu uma crítica ao espectáculo que, com a devida autorização, passamos a publicar:


Uma feliz adaptação de um difícil texto de Arménio Vieira
Por Ricardo Riso

O que podemos esperar de uma peça teatral? Que ela tenha um elenco afinado e competente, uma direção segura, iluminação e música em sintonia com os factos narrados, um figurino coerente com o tema, dentre outros factores. O que acontece quando se encerra um espectáculo e encontramos o que foi supracitado e ainda nos deparamos com outras agradáveis surpresas, superando nossa expectativa? Só nos resta aplaudir, de pé, é claro, com o sorriso de satisfação escancarado e cumprimentar os integrantes da companhia teatral nos camarins. Tudo o que foi relatado até aqui é exatamente o que sentimos ao término da peça “No Inferno”, texto do cabo-verdiano Arménio Vieira e encenada pelo Grupo de Teatro do Centro Cultural Português – Mindelo/Cabo Verde, no FESTLIP 2009.

Com direção do competentíssimo João Branco, o GTCCPM foi criado no ano de 1993 e já encenou quarenta e três peças, mostrando um fôlego impressionante. O GTCCPM é hoje referência teatral em Cabo Verde e já levou para os palcos textos dos compatriotas Eugénio Tavares, Germano Almeida e Mário Lúcio Sousa, adaptou peças para o crioulo de clássicos da dramaturgia como Shakespeare, Garcia-Lorca e Samuel Beckett, além de encenar textos de autoria própria. O grupo ainda dá continuidade a sua vocação para a formação de novos actores para o teatro cabo-verdiano.

Para a apresentação no FESTLIP, o grupo encenou um texto complexo e difícil, que se refere a vários escritores tais como James Joyce, Cervantes, Shakespeare, Jorge Luís Borges, Dostoievski dentre outros cânones da literatura ocidental. A peça trata de um escritor que é trancafiado em um castelo. Sem memória, ele não sabe como ali chegou até que um telefone toca e várias regras são passadas em um discurso polifônico em que é apresentado a ele que deverá escrever um romance para conseguir sua liberdade, entretanto, somente conseguirá atingir o objetivo se um “júri” competente considerar sua criação uma obra-prima. Para tanto, ele terá uma vasta biblioteca para consulta – pois as vozes ao telefone acusam-no de ter pouca leitura, ou, se preferir, tentar decifrar inúmeros códigos que levariam anos e anos para ter sucesso.

Angustiado, o escritor parte para a criação de seu romance, mas, logo depara-se com o drama da folha em branco, da ausência de criação. O que escrever diante de tantas obras já feitas? Ele recorre à biblioteca sem sucesso, pois, contrariando o que havia sido dito pela voz ao telefone, é possuidor de uma imensa cultura literária, conhecedor de todos os clássicos da literatura. O tempo passa, seu desespero aumenta, sem contato com o mundo exterior fechado em si próprio. Fantasmas aparecem e o atormentam, revelando o inferno da criação. O branco do papel, o vazio da criação em contraste com toda a erudição que possui e com tudo já foi escrito; pólos extremos que configuram a própria morte do romance, o seu fim como gênero literário, daí ser infestado de metalinguagem, inclusive teatrais na adaptação.

“No Inferno” fala do interminável momento de caos do escritor, da atemporalidade do bloqueio criativo, da solidão a que isso reporta, que remete o escritor a ser uma ilha, isolado em um mundo de tantas possibilidades às quais não consegue atingir.

Com um elenco impecável e afinadíssimo que explora muito bem a ironia característica de Vieira, composto por Arlindo Rocha, Elísio Leite, Fonseca Soares e pelo bárbaro Manuel Estevão, destacando o seu impressionante trabalho de voz; a música tensa e correta de Caplan Neves; iluminação de Edson Fortes, figurinos de Elisabete Gonçalves e cenografia e direção a cargo de João Branco, o GTCCPM presta uma justa e bela homenagem a Arménio Vieira ao realizar esta adaptação de “No Inferno”. Peça que deveria merecer uma temporada no Rio de Janeiro.

Fonte: www.ricardoriso.blogspot.com




"No Inferno" de Arménio Vieira em digressão

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Está confirmada uma agitada carreira nacional e internacional da nossa última produção "No Inferno" que passa pelo Brasil, para se apresentar de seguida na capital do país Praia, seguindo para Portugal e terminar esta intensa fase de participações na cidade mãe, Mindelo, integrado na programação principal do Mindelact 2009. No Brasil, a primeira apresentação terá um carácter simbólico muito grande, dado que a apresentação será feita no dia 05 de Julho, dia nacional de Cabo Verde.

O impacto do Prémio Camões atribuído ao poeta Arménio Vieira, autor da obra original, assim como o prestgio já granjeado pelo nosso grupo nas muitas participações em eventos internacionais que conta no seu historial, fazem com quem muito possivelmente esta produção não pare por aqui.




A qualidade cénica, dramatúrgica e o trabalho dos actores, desta que é a nossa 43ª Produção Teatral, foram alvo de grandes elogios na estreia ocorrida no Mindelo, onde as duas apresentações efectuadas souberam a pouco, tendo ficado muito boa gente com vontade de ver (e rever) o espectáculo. E oportunidades não vão faltar, certamente.


Então é assim, o calendário de "No Inferno" para os próximos meses:

Dias 05, 09 e 11 de Julho, apresentações no Rio de Janeiro, Brasil, integrado no Festival Internacional de Teatro em Lingua Portuguesa - FESTLIP.

Dia 17 de Julho, apresentação na Praia, no âmbito da Semana Cultural da CPLP.

Dia 04 e 05 de Setembro, em Oeiras, Portugal, no âmbito do MITO - Mostra Internacional de Teatro de Oeiras.

Dia 13 de Setembro, inserido no Programa Principal do Festival Internacional de Teatro do Mindelo, Mindelact 2009.


Fotografias: Kizó Oliveira e Omar Camilo



Com José Celso

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José Celso é um dos mais importantes - e controversos - encenadores da história dos últimos 50 anos do teatro brasileiro, e na nossa última participação internacional, em Teresina, tivemos oportunidade dec onviver com ele, numa especie de conferência absolutamente inesquecível.

Os 50 anos do Teatro Oficina foram transformados numa conversa muito descontraída com José Celso Martinez no Theatro 4 de Setembro, em Teresina. José Celso chamou ao palco os participantes de todos os países que integravam o Festival de Teatro Lusófono para contarem um pouco de como é o teatro onde moram.

Muito extrovertido e à vontade, sentado à beira do palco, José Celso iniciou sua palestra mandando um beijo estalado para o público. Logo após, tocou uma canção ao piano, levou todo mundo para a Praça Pedro II e fez uma ciranda, depois abriu um vinho português. “O vinho português nos une a todos também”, esclareceu. Além da língua que falamos, José Celso quis chamar a atenção para os vários pontos que os países que falam o português têm em comum.

Cada um dos convidados de Portugal, Cabo Verde, Brasil, Angola, Moçambique, San Tomé e Príncipe expôs as peculiaridades do teatro praticado nesses lugares. Música, dança, vinho, teatro e um palco. Só isso que precisava para José Celso Martinez Corrêa organizar uma tarde de festa da Língua Portuguesa no Piauí.

Nas imagens, podemos ver Elisabete Gonçalves e João Branco, do nosso grupo, dando as suas contribuições.

Historial das Internacionalizações II

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O Grupo de Teatro do CCP-IC é, desde há muito, o mais internacional de todos os grupos que já existiram em Cabo Verde. Formado em 1993, contabiliza mais de duas dezenas de participações internacionais, nos mais variados eventos e festivais de teatro, em países como Portugal, Brasil, Espanha, França, Holanda ou Itália.

No ano que agora tende para o fim, fomos mais três vezes ao exterior. Duas ao Brasil e uma a Angola. Para 2009, outras digressões estão previstas, a Portugal, Espanha e Brasil.

Eis o historial das internacionalizações, actualizado.

Confira aqui onde já fomos e o que fomos lá fazer:


Festival de Teatro Lusófono
País / Cidade: Brasil, Teresina
Peça: «Mulheres na Lajinha»
Ano: 2008



Festival Internacional de Teatro e Artes
País / Cidade: Angola, Luanda
Peça: «Mulheres na Lajinha»
Ano: 2008



FESTLIP - Festival de Teatro da Língua Portuguesa
País / Cidade: Brasil, Rio de Janeiro
Peça: «O Doido e a Morte»
Ano: 2008



Feira de Artes Escénicas da Galiza
País / Cidade: Espanha, Santiago de Compostela
Peça: «Cloun Creolus Dei»
Ano: 2007



Festival Internacional de Máscaras e Comediantes
País / Cidade: Portugal, Lisboa
Peça: «O Doido e a Morte»
Ano: 2007



Teatro Agosto Festival Internacional
País / Cidade: Portugal, Fundão
Peça: «O Doido e a Morte»
Ano: 2007



5ª Bienal de Arte, Ciência e Cultura
País / Cidade
: Brasil, Rio de Janeiro
Peça: «Mar Alto»
Ano: 2006



XIX Festival del Sur - Festival dos 3 Continentes
País / Cidade: Espanha, Aguimes
Peça: «Cloun Creolus Dei»
Ano: 2006



Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica
País / Cidade: Portugal, Porto
Peça: «Mar Alto»
Ano: 2006



Semana Cultural do Mindelo no Porto
País / Cidade: Portugal, Porto
Peça: «Mar Alto»
Ano: 2005



Semana Cultural do Mindelo em Coimbra
País / Cidade
: Portugal, Coimbra
Peça: «Mar Alto»
Ano: 2005



FINTA - Festival Internacional de Teatro de Tondela
País / Cidade: Portugal, Tondela
Peça: «Cloun Creolus Dei»
Ano: 2004



Mostra Internacional de Teatro
País / Cidade: Portugal, Valongo
Peça: «Cloun Creolus Dei»
Ano: 2004



A Arte da África
País / Cidade: Brasil, Rio de Janeiro
Peça: «Cloun Creolus Dei»
Ano: 2003



Festad'Africa - Festival Internacional
País / Cidade: Itália, Roma
Peça: «Cloun Creolus Dei» e «Cloun Futebol Club»
Ano: 2003



Roterdam 2001 - Capital Europeia da Cultura
País / Cidade: Holanda, Roterdam
Peça: «Agravos de um Artista»
Ano: 2001



Festival de Teatro de Língua Portuguesa em França
País / Cidade: França, Paris
Peça: «Agravos de um Artista»
Ano: 2000



Festival Internacional de Teatro Cómico
País / Cidade: Portugal, Maia
Peça: «Agravos de um Artista»
Ano: 2000



Festival Internacional Fazer a Festa
País / Cidade: Portugal, Porto
Peça: «Mal d'Amor»
Ano: 1999



IV Estação da Cena Lusófona
País / Cidade: Portugal, Coimbra, Évora e Braga
Peça: «Cloun Creolus Dei»
Ano: 1999



Porto Natal Teatro Internacional PONTI
País / Cidade: Portugal, Porto
Peça: «Cloun Creolus Dei»
Ano: 1999



ESTA - Festival de Estarreja
País / Cidade: Portugal, Estarreja
Peça: «Os Velhos Não Devem Namorar»
Ano: 1999



Ciclo Morrer d'Amor
País / Cidade: Portugal, Porto
Peça: «Romeu e Julieta»
Ano: 1999



Bienal de Jovens Criadores da CPLP
País / Cidade: Mindelo, Cabo Verde
Peça: «Mancarra»
Ano: 1998



ACASO - Festival Internacional de Teatro
País / Cidade: Portugal, Leiria
Peça: «Mal d'Amor»
Ano: 1998



Festival Internacional de Marionetas do Porto
País / Cidade: Portugal, Porto
Peça: «A Estátua e Etc.»
Ano: 1994



Festival Internacional de Teatro do Mindelo - Mindelact
País / Cidade: Mindelo, Cabo Verde
Participações sucessivas desde 1995 até 2007


O nosso grupo tem ainda espectáculos apresentados nos Açores («Mal d'Amor» e «Cachupa»), em Oeiras e Famalicão («Mar Alto»).


Crítica de «O Doido e a Morte»

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Niilismo cômico

Crítica da peça «O doido e a morte», que integrou o FESTLIP
De Humberto Giancristofaro

A trama da peça O Doido e a Morte, texto de Raul Brandão encenado pelo Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo, de Cabo Verde, parece fácil de ser descrita: um doido entra no gabinete do governador com uma bomba. O modo como os personagens lidam com essa situação revela uma sátira cheia de espirituosidade e dotada de um estilo bem humorado de ver a vida através da morte.

Aos poucos, três elementos se revelam e se mostram relacionados sob duas forças, dois movimentos distintos. O primeiro elemento é composto por dois artifícios: uma grande tela branca ao fundo do cenário, que assume cores marcantes com a luz e que vai acompanhando as mudanças de tons do espetáculo; junto com efeitos sonoros que dão máxima expressão a pequenos detalhes; essa sonoplastia ressalta especialmente os movimentos mímicos. A tela não é bem um plano de fundo: os poucos objetos que compõem o cenário são transparentes ou vazados, de forma a sempre incorporar a cor que irradia de trás e que se torna dominante na cena. Essa cor refletida ajuda a compor o fundo da história, como se retratasse o que está por trás de tudo o que se passa, além de exercer certa influência no momento da cena. Junto com a história não contada da vida de cada personagem, ela vai compor um elemento que se prende a marcas do passado, e é esse plano que contextualiza subjetivamente toda a história.

O segundo elemento são os personagens. Não há nenhuma relação social entre os dois personagens principais da peça, o Governador e o doido Sr. Milhões, mas eles são figuras acopladas, chegam a se declarar almas irmãs, fato que é importante para entender a conexão entre eles. Essa irmandade está na similaridade entre seres opostos. A ligação existe por que esses personagens sugerem apenas intensidades diferentes de uma mesma coisa: são personalidades que fogem da representação e do comum. Um quer ser um gênio e o outro quer ser um doido. O papel de ambos parece constantemente se inverter: o doido racionaliza sua descoberta filosófica e o esperto se desespera e endoidece de medo.

O terceiro elemento é o lugar da ação. O espaço da cena se resume ao gabinete do Governador, os personagens estão presos lá dentro, circunscritos a uma realidade momentânea e fatídica. Porém, este gabinete guarda toda a vida dos personagens, é nele que o Governador passa o seu dia, lendo, jogando golfe e escrevendo suas peças de teatro.

A bomba, guardada numa caixa, se mantém intacta, mas detona uma tensão entre os três elementos citados. Ela é uma força que vem de fora e atinge os personagens, forçando-os a reagir. Com a morte como única saída, todos os três elementos da peça ganham intensidade. A relação entre eles, forçada pela presença da bomba, gera basicamente dois movimentos. Primeiramente, um movimento centrípeto, no qual a sua vida e o conforto do seu gabinete parecem se desmoronar e ruir. Por um momento se descobre a futilidade e os desperdícios vividos - um peso que esmaga os personagens. O outro movimento, centrífugo, surge de dentro deles, do cárcere pessoal, e impele para a fuga. Qualquer saída é válida, cada um a seu modo se contorce para alcançar a sua. A porta do gabinete não existe no cenário e é sempre atravessada com gestos mímicos de abrir e fechar, por isso parece não ser uma opção real de fuga. O governador, por fim, trai todos os seus princípios morais para sair dali, chega a trair a si mesmo, entregando-se para seu único confessor possível, o doido, como grande mentiroso; enquanto o intransigente Sr. Milhões só vê uma forma de completar o ciclo niilista: explodir-se e desintegrar-se para que sua poeira seja dissipada pelo cosmos.

O destino dos personagens já parece estar indicado desde o início pelo uso de máscaras: elas apontam para o desfigurado, para aquilo que não pode mais expressar sentidos pelo canal da comunicação visual. A impressão que a peça nos traz aos poucos vai sendo sentida, não de forma cognitiva, mas pela intensidade sensorial e de tensão que ela nos causa. Alguns recursos cômicos explorados pelo diretor João Branco - como os movimentos em câmera lenta ou acelerada, ou o momento em que o Governador não compreende os devaneios filosóficos do Sr. Milhões e este rebobina suas falas e ações para repeti-las - compõem uma série de movimentos anômalos que desloca a narrativa para uma situação imaginária, que não precisa obedecer ao real, e pode assim enfatizar ou mostrar novamente o que não foi visto. O Sr. Milhões nos dá essa dica na fala: "Os livros, as peças, a arte, enfim, só valem pelo que sugerem. O que está lá em regra não presta para nada; o que cada um de nós constrói sobre a linha, a cor e o som é que é verdadeiramente superior." Ele parece nos dizer que o invisível, sugerido nas relações de forças da peça, traz à tona não um processo reflexivo, mas criativo. Essa é uma outra resposta possível para o niilismo que se coloca na peça: diante do vazio existencial, é possível preenchê-lo, é possível criar, é possível construir a diferença a partir do desfigurado, sem fugir da infinitude do tempo, mas indo em busca do tempo perdido.

Novas na Boca do Lobo

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Pois é, caros amigos e companheiros. Já lá vão alguns meses desde a última actualização do nosso espaço comum e isso é uma vergonha. Mas mais vale tarde do que nunca.

O nosso grupo não parou durante estes meses. Apresentamos a peça «Mulheres na Lajinha» em Maio, estivemos no Rio de Janeiro na primeira edição do FESTLIP, com a peça «O Doido e a Morte» e em Julho, em Teresina, também no Brasil, para apresentar a peça «Mulheres na Lajinha» no FESTLUSO. Dois festivais internacionais novos, que dão prioridade ao teatro de língua portuguesa, o que vem mostrar que este é um dos caminhos que deve ser explorado pelo teatro cabo-verdiano, se quiser alargar a sua montra.

Em Setembro, fizemos história, ao estrear uma co-produção com a Companhia Raiz di Polon, «Máscaras», naquela que foi a peça mais aplaudida do Festival Mindelact 2008 (que não necessariamente a mais elogiada!).

Novos projectos se preparam e deles iremos dar conta aqui na Boca do Lobo. Entretanto, já sabem, venham sempre, consultar o nosso historial, lembrar os nossos actores e actrizes, rever as nossas imagens de produções anteriores.

Saudações Teatrais

De partida para a Galiza!

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O pessoal da peça «Cloun Creolus Dei», depois de duas semanas de ensaios intensivos, está de partida para a Galiza, Santiago de Compostela, para participar na Feira de Artes Cénicas da Galiza.

O espectáculo é no dia 23 de Outubro, ou seja, na próxima 3ª feira.

Na boca de lobo
Na cú de baleia
Ke merda té li!


Até já!

Historial das Internacionalizações

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O Grupo de Teatro do CCP-IC é, desde há muito, o mais internacional de todos os grupos que já existiram em Cabo Verde. Formado em 1993, contabiliza mais de duas dezenas de participações internacionais, nos mais variados eventos e festivais de teatro, em países como Portugal, Brasil, Espanha, França, Holanda ou Itália.

Confira aqui onde já fomos e o que fomos lá fazer:



Feira de Artes Escénicas da Galiza
País / Cidade: Espanha, Santiago de Compostela
Peça: «Cloun Creolus Dei»
Ano: 2007


Festival Internacional de Máscaras e Comediantes
País / Cidade: Portugal, Lisboa
Peça: «O Doido e a Morte»
Ano: 2007


Teatro Agosto Festival Internacional
País / Cidade: Portugal, Fundão
Peça: «O Doido e a Morte»
Ano: 2007


5ª Bienal de Arte, Ciência e Cultura
País / Cidade
: Brasil, Rio de Janeiro
Peça: «Mar Alto»
Ano: 2006


XIX Festival del Sur - Festival dos 3 Continentes
País / Cidade: Espanha, Aguimes
Peça: «Cloun Creolus Dei»
Ano: 2006


Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica
País / Cidade: Portugal, Porto
Peça: «Mar Alto»
Ano: 2006


Semana Cultural do Mindelo no Porto
País / Cidade: Portugal, Porto
Peça: «Mar Alto»
Ano: 2005


Semana Cultural do Mindelo em Coimbra
País / Cidade
: Portugal, Coimbra
Peça: «Mar Alto»
Ano: 2005


FINTA - Festival Internacional de Teatro de Tondela
País / Cidade: Portugal, Tondela
Peça: «Cloun Creolus Dei»
Ano: 2004


Mostra Internacional de Teatro
País / Cidade: Portugal, Valongo
Peça: «Cloun Creolus Dei»
Ano: 2004


A Arte da África
País / Cidade: Brasil, Rio de Janeiro
Peça: «Cloun Creolus Dei»
Ano: 2003


Festad'Africa - Festival Internacional
País / Cidade: Itália, Roma
Peça: «Cloun Creolus Dei» e «Cloun Futebol Club»
Ano: 2003


Roterdam 2001 - Capital Europeia da Cultura
País / Cidade: Holanda, Roterdam
Peça: «Agravos de um Artista»
Ano: 2001


Festival de Teatro de Língua Portuguesa em França
País / Cidade: França, Paris
Peça: «Agravos de um Artista»
Ano: 2000


Festival Internacional de Teatro Cómico
País / Cidade: Portugal, Maia
Peça: «Agravos de um Artista»
Ano: 2000


Festival Internacional Fazer a Festa
País / Cidade: Portugal, Porto
Peça: «Mal d'Amor»
Ano: 1999


IV Estação da Cena Lusófona
País / Cidade: Portugal, Coimbra, Évora e Braga
Peça: «Cloun Creolus Dei»
Ano: 1999


Porto Natal Teatro Internacional PONTI
País / Cidade: Portugal, Porto
Peça: «Cloun Creolus Dei»
Ano: 1999


ESTA - Festival de Estarreja
País / Cidade: Portugal, Estarreja
Peça: «Os Velhos Não Devem Namorar»
Ano: 1999


Ciclo Morrer d'Amor
País / Cidade: Portugal, Porto
Peça: «Romeu e Julieta»
Ano: 1999


Bienal de Jovens Criadores da CPLP
País / Cidade: Mindelo, Cabo Verde
Peça: «Mancarra»
Ano: 1998


ACASO - Festival Internacional de Teatro
País / Cidade: Portugal, Leiria
Peça: «Mal d'Amor»
Ano: 1998


Festival Internacional de Marionetas do Porto
País / Cidade: Portugal, Porto
Peça: «A Estátua e Etc.»
Ano: 1994


Festival Internacional de Teatro do Mindelo - Mindelact
País / Cidade: Mindelo, Cabo Verde
Participações sucessivas desde 1995 até 2007

O nosso grupo tem ainda espectáculos apresentados nos Açores («Mal d'Amor» e «Cachupa»), em Oeiras e Famalicão («Mar Alto»).