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Personagens que falam

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«Não! Un ta na nha sepultura! Por favor, eskecê e perdoâm. Un ta bedjo e tonte. Kond bô pedir nha bençon, mim de joêl un ta pedib perdon. Assim no ta ba vivê, ta cantá e ta razá, e ta contá estória antigue, e ta ri de borboleta dourâd, e t’ouvi uns pobre diabo t’falá de notícia de Corte. Limpa bôs oye, princesa. Besoute ba tud po diâbe!! Assassinos, traidores! Un podia têb salvade! Cordélia! Cordélia! Agora un ta bedjo e tormente tita dá cabe d’mim. Quem ké bô? Cordélia, nha princesa.»

Personagem: Rei Lear
Peça: Rei Lear
Autoria do texto citado: William Shakespeare
Ano de apresentação da peça: 2003

Peças em Imagens: Rei Lear II (2003)

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@ Foto de Luis Couto
A peça de Shakespeare em crioulo que arrasou em 2003

Merecida Homenagem

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Fonseca Soares não é do nosso grupo, mas é como se fosse.

Ele é de todos nós, sempre disponível para trabalhar em prol do teatro. O Atelier Teatrakácia, certamente, não se importará que prestemos esta merecida homenagem a um dos actores mais versáteis do teatro cabo-verdiano.

As imagens dizem quase tudo sobre este «nosso» actor, o cabo-verdiano que, em 2003, aceitou o desafio de interpretar o mítico papel do Rei Lear, de William Shakespeare, em crioulo. Orgulhosamente!










As fotos por ordem:

1. «Rei Lear» / GTCCPM (@ foto João Branco)
2. «Auto da Compadecida» / GTCCPM (@ foto João Barbosa)
3. «Conde de Abranhos» / GTCCPM (@ foto João Branco)
4. «Invasão do Lixo» / TIM (@ foto João Barbosa)
5. «Três Irmãs» / GTCCPM (@ foto João Barbosa)
6. «Pluft, o Fantasminha» / Teatrakácia (@ foto João Barbosa)
7. «Mar Alto» / GTCCPM (@ foto João Barbosa)
8. «Sete Pecados Capitais» / Teatrakácia (@ foto João Barbosa)
9. «A Greve dos Livros» / TIM (@ foto João Branco)

Peças em Imagens: Rei Lear (2003)

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@ Fotos de João Branco

Rei Lear ou a magia do crioulo shakespeareano

Nho Rei Já Bá Cabéça

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Em 2003, o nosso grupo, em co-produção com o Atelier Teatrakácia, avança para a segunda crioulização de uma peça de Shakespeare. Desta vez a escolha recaiu para uma das suas mais famosas tragédias, "Rei Lear". Estreada no Festival Mindelact 2003, o resultado foi um enorme sucesso.

Rei Lear
Nho Rei Já Bá Cabeça


A Peça
O perfil psicológico do Rei Lear, a sua aposta na sucessão, ao querer dar o reino à filha que mais o amasse, dão sinal de megalomania, que é má conselheira em matéria política. A sageza na vida e na arte de governar, que se ganha com a experiência, abandona o Rei Lear, deixa-o à mercê das paixões, da vaidade pessoal, levando à tragédia, cuja magnitude se impõem em toda a complexidade das cenas que constituem a narrativa do drama. A questão do poder e a sua representação nas tábuas de um palco continuam a ter uma importância excepcional no que toca ao seu aspecto dramático. O teatro de Shakespeare, mais do que para ser lido, é para ser visto e ouvido, e o texto tem, por isso, de sugerir uma dimensão visual do espectador. E esta parábola da arte de reinar e dos afectos, que condicionam ou perturbam a escolha do governante, tem raízes profundas na cultura e no imaginário popular. Rei Lear é um dos mais conhecidos e populares dramas históricos do maior dramaturgo de todos os tempos, e esta é a segunda vez, depois da apresentação de “Romeu e Julieta” (1998) que textos de Shakespeare são apresentados em crioulo.

Dois Grupos de Teatro, Um Encontro de Gerações
Nesta co-produção, pode-se dizê-lo, juntam-se duas gerações de grupos de teatro. Por um lado, o Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo, o mais internacional dos grupos de teatro em Cabo Verde, e que no auge das comemorações do seu 10º aniversário, aposta pela segunda vez numa adaptação de uma peça de W. Shakespeare, depois do estrondoso sucesso que foi a adaptação, em 1998, de “Romeu e Julieta”. Por outro lado, o Atelier Teatrakácia, grupo oriundo precisamente da escola de formação teatral do Centro Cultural Português, e que, com um ano de vida, tem contribuído para a manutenção da enorme vitalidade do teatro na ilha de S. Vicente.



Ficha Artística

Autor
William Shakespeare
Adaptação
Fonseca Soares e João Branco
Tradução para o crioulo
Coordenação: Fonseca Soares
Direcção Artística, encenação e cenografia
João Branco

Desenho de Luzes
César Fortes e João Branco
Operação de Luz
Edson Fortes
Figurinos
Elisabete Gonçalves
Execução dos Figurinos
Sissi Tiene
Direcção de Cena
Hélder Antunes
Concepção do Trono
Manú Cabral

Interpretação
Do elenco do Grupo de Teatro do CCP Mindelo

Anselmo Fortes
Arlindo Rocha
Ludmila Évora
Nelson Rocha
Romilda Silva

Do Atelier Teatrakácia
Fonseca Soares
Helena Rodrigues
José Rui Martins
Nuno Delgado