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Historial das Internacionalizações II

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O Grupo de Teatro do CCP-IC é, desde há muito, o mais internacional de todos os grupos que já existiram em Cabo Verde. Formado em 1993, contabiliza mais de duas dezenas de participações internacionais, nos mais variados eventos e festivais de teatro, em países como Portugal, Brasil, Espanha, França, Holanda ou Itália.

No ano que agora tende para o fim, fomos mais três vezes ao exterior. Duas ao Brasil e uma a Angola. Para 2009, outras digressões estão previstas, a Portugal, Espanha e Brasil.

Eis o historial das internacionalizações, actualizado.

Confira aqui onde já fomos e o que fomos lá fazer:


Festival de Teatro Lusófono
País / Cidade: Brasil, Teresina
Peça: «Mulheres na Lajinha»
Ano: 2008



Festival Internacional de Teatro e Artes
País / Cidade: Angola, Luanda
Peça: «Mulheres na Lajinha»
Ano: 2008



FESTLIP - Festival de Teatro da Língua Portuguesa
País / Cidade: Brasil, Rio de Janeiro
Peça: «O Doido e a Morte»
Ano: 2008



Feira de Artes Escénicas da Galiza
País / Cidade: Espanha, Santiago de Compostela
Peça: «Cloun Creolus Dei»
Ano: 2007



Festival Internacional de Máscaras e Comediantes
País / Cidade: Portugal, Lisboa
Peça: «O Doido e a Morte»
Ano: 2007



Teatro Agosto Festival Internacional
País / Cidade: Portugal, Fundão
Peça: «O Doido e a Morte»
Ano: 2007



5ª Bienal de Arte, Ciência e Cultura
País / Cidade
: Brasil, Rio de Janeiro
Peça: «Mar Alto»
Ano: 2006



XIX Festival del Sur - Festival dos 3 Continentes
País / Cidade: Espanha, Aguimes
Peça: «Cloun Creolus Dei»
Ano: 2006



Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica
País / Cidade: Portugal, Porto
Peça: «Mar Alto»
Ano: 2006



Semana Cultural do Mindelo no Porto
País / Cidade: Portugal, Porto
Peça: «Mar Alto»
Ano: 2005



Semana Cultural do Mindelo em Coimbra
País / Cidade
: Portugal, Coimbra
Peça: «Mar Alto»
Ano: 2005



FINTA - Festival Internacional de Teatro de Tondela
País / Cidade: Portugal, Tondela
Peça: «Cloun Creolus Dei»
Ano: 2004



Mostra Internacional de Teatro
País / Cidade: Portugal, Valongo
Peça: «Cloun Creolus Dei»
Ano: 2004



A Arte da África
País / Cidade: Brasil, Rio de Janeiro
Peça: «Cloun Creolus Dei»
Ano: 2003



Festad'Africa - Festival Internacional
País / Cidade: Itália, Roma
Peça: «Cloun Creolus Dei» e «Cloun Futebol Club»
Ano: 2003



Roterdam 2001 - Capital Europeia da Cultura
País / Cidade: Holanda, Roterdam
Peça: «Agravos de um Artista»
Ano: 2001



Festival de Teatro de Língua Portuguesa em França
País / Cidade: França, Paris
Peça: «Agravos de um Artista»
Ano: 2000



Festival Internacional de Teatro Cómico
País / Cidade: Portugal, Maia
Peça: «Agravos de um Artista»
Ano: 2000



Festival Internacional Fazer a Festa
País / Cidade: Portugal, Porto
Peça: «Mal d'Amor»
Ano: 1999



IV Estação da Cena Lusófona
País / Cidade: Portugal, Coimbra, Évora e Braga
Peça: «Cloun Creolus Dei»
Ano: 1999



Porto Natal Teatro Internacional PONTI
País / Cidade: Portugal, Porto
Peça: «Cloun Creolus Dei»
Ano: 1999



ESTA - Festival de Estarreja
País / Cidade: Portugal, Estarreja
Peça: «Os Velhos Não Devem Namorar»
Ano: 1999



Ciclo Morrer d'Amor
País / Cidade: Portugal, Porto
Peça: «Romeu e Julieta»
Ano: 1999



Bienal de Jovens Criadores da CPLP
País / Cidade: Mindelo, Cabo Verde
Peça: «Mancarra»
Ano: 1998



ACASO - Festival Internacional de Teatro
País / Cidade: Portugal, Leiria
Peça: «Mal d'Amor»
Ano: 1998



Festival Internacional de Marionetas do Porto
País / Cidade: Portugal, Porto
Peça: «A Estátua e Etc.»
Ano: 1994



Festival Internacional de Teatro do Mindelo - Mindelact
País / Cidade: Mindelo, Cabo Verde
Participações sucessivas desde 1995 até 2007


O nosso grupo tem ainda espectáculos apresentados nos Açores («Mal d'Amor» e «Cachupa»), em Oeiras e Famalicão («Mar Alto»).


Texto de Homenagem I

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Por altura do nosso 15º aniversário, alguns amigos escreveram no Café Margoso, textos e comentários sobre o trabalho do nosso grupo. Vamos dar aqui conta de algum destes textos, começando pelo que escreveu o poeta Zé Cunha, cabo-verdiano emigrante em Lisboa.

Caros, João e trupe do Grupo de Teatro do Centro Cultural Portugês

Continuai o bom trabalho, sempre com golpes de audácia, sem pedir licença ou desculpas a ninguém. No entanto atentai, que muitas palmadas nas costas podem esconder furtivas adagas. Sejais mensageiros de boas novas, e muitas cenas. Sendo a nossa terra de muito vento e não pouca poeira, ignorai os grãos de areia com que buscam os ‘Fortinbrás’ turvar ‘a vista da alma’ de alguns incautos. Como disse Ricardo Reis “Para ser grande, sê inteiro: nada teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és no mínimo que fazes.”

Esta é para mim “uma alegria de certo modo incompleta”. Não por ter lágrimas ou cânticos fúnebres, como era o caso em Elsinor, mas por estar apartado do vosso convívio, e da vossa obra apenas me chegar a doce tortura dos rumores, e o silêncio dos aplausos, que aos felizes Mindelenses invejo. Saibam que a lei comum que une os homens é as suas múltiplas fraquezas, e sabendo isto, que não é pouco, sabemo-nos perdoados. Sabeis melhor do que eu, que apenas sofro de melancolia, que não há ingratidão que vença a força de quem, por andar descalço, escolheu o conforto dos caminhos mais difíceis e rigorosos. Que as poucas recompensas, para além do caminhar orgulhosamente a ombro, e no plural, são as feridas, as nódoas negras, e as cicatrizes que sabemos nossas, e por o serem nos fortalecem, e nos lavam a alma. Que o mundo é feito de coisas vis, sabemo-lo todos. O que poucos sabem, ainda, é que esse defeito original é apenas um desafio, uma oportunidade que a natureza nos concedeu para a contrariarmos.

Escrevo-vos, sem nunca vos ter visto em cena, sem nunca vos ter conhecido, sem que entre nós tenha havido outro negócio que não o desta unilateral admiração. Prefiro que assim seja. Acerco-me pois de vós, como diria Horácio, por “capricho de vagabundo”. Mas também por fraqueza de coração e por amor, que tudo o que toca a Cabo Verde me obriga, por dever de gratidão, por capricho de amizade, e por alegria do espírito, ao reconhecimento e à partilha, sem Obrigado’s de circunstância.

Entendei, pois, como quiserdes este gesto. Saboreai este café como vos aprouver, com açúcar de lei, ou simplesmente “margoso” como manda a regra da casa.

Deixo-vos, a ti, João, e à tua trupe, um conselho, e um pedido aos vossos gentis corações vagabundos e saltimbancos.

O conselho, que não é meu (como podia o atrevimento?), ireis colhê-lo à Cena III, do Acto Primeiro, de Hamlet, o de Polónio a Laertes, na despedida, dispensando a mão paternal na cabeça, ou a haver uma, seja ela a vossa sobre a minha. “Fixa na tua memória estes conselhos: Não dês língua…” o resto está lá, lê-o com eles, e como é óbvio, é tanto para ouvir quanto para sentir.

O pedido é bem mais breve. Partilhai. Perseverai. Perseverai sempre na partilha.

“Palavras, palavras, palavras!”? Em tempos de ingratidão, é de justiça que duvideis.
Mas, “Ser ou não ser, eis a questão.”.

E, eu acredito!

    E na cal recrudesce a luz
    com o fulgor de uma aurora dourada.
    No fundo do teu coração habita um céu imenso.
    O que trago na ponta dos meus dedos
    é ainda o calor da tua face.

    Alexadre Cunha


    Ao João Branco e ao GTCCP

    O poema vem de longe com as palavras.
    No dorso do tempo a precária memória
    abrindo sulcos na geografia das pedras.
    É para a luz que o verbo sangra
    inevitável ferida, sopro e voz,
    raiz de fogo subindo à língua.
    Na boca arde ainda o grito
    das cinzas do primeiro canto.

    Alexandre Cunha


José E. Cunha

15 anos, porra!

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Grupo de Teatro do Centro Cultural Português—IC
1993 - 2008




40Produções Teatrais

15 anosde actividade ininterrupta, fazem deste grupo o mais produtivo da história do teatro cabo-verdiano, com 40 Produções Teatrais concretizadas.

15 anos de politica de repertório que revolucionou por completo o teatro nacional. As peças vão desde originais de elementos do próprio grupo, até à encenação de autores nacionais consagrados como Germano Almeida, Aurélio Gonçalves, Eugénio Tavares e Mário Lúcio Sousa, passando pela adaptação de autores da dramaturgia universal, tendo sido o primeiro grupo a encenar em crioulo autores como Shakespeare, Lorca, Molière, Wilde ou Beckett.



353Espectáculos

15 anosde intensa actividade teatral, no que resulta na apresentação, durante este período, dum total de 353 espectáculos, em praticamente todas as ilhas do país e no estrangeiro.



137Novos actores e actrizes

15 anose uma nova geração de actores cabo-verdianos, que após realizarem uma formação de um ano, no próprio Centro Cultural Português, integram o grupo e participam nas suas produções. Durante este período, já pisaram os palcos crioulos mais de 130 homens e mulheres. Realizaram, desta forma, e por este intermédio, o sonho de pisar um palco e viver outras vidas.



70.000Espectadores

15 anosque alteraram radicalmente o panorama teatral em S. Vicente. Durante este período, cerca de 70.000 pessoas saíram de suas casas para ir ao teatro ver uma das 39 produções já encenadas. O grupo criou um público em crescendo e aumentou, com a qualidade artística do seu trabalho, o grau de exigência do público mindelense.



10.000Horas a ensaiar

15 anose muito trabalho, imenso suor, incontável espírito de sacrifício de quem tem muito amor pelo teatro. Estima-se que durante este período, os elementos do grupo tenham gasto, no seu conjunto, cerca de 10.000 horas das suas vidas a ensaiar. Para que na hora da verdade, tudo corra bem e o abraço com o público seja, ainda e sempre, uma imensa festa do Humanismo.



25Participações em eventos internacionais

15 anose mais de 25 participações em eventos internacionais de artes cénicas, elevando o nosso teatro a outros patamares. Um grupo que já se apresentou nalguns dos maiores centros culturais do mundo em países como Brasil, Espanha, França, Holanda, Itália e Portugal, mostrando que o teatro em Cabo Verde é hoje uma arte em plena ascensão.



250Notícias publicadas

15 anose muitas reportagens, notícias, algumas críticas foram saindo na imprensa escrita, aquela que nos permite guardar memória da efémera actividade teatral. Ao todo, contabilizamos cerca de 250 notícias publicadas na imprensa sobre o GTCCP - IC durante este período. Muita tinta, tanto papel!



12Cursos de Teatro

15 anose muitas horas em aulas de teatro, ministradas ao longo de 12 Cursos de Iniciação Teatral (anuais), tendo-se iniciado nas lides teatrais centenas de jovens de todas as idades, e resultando com isso não apenas a renovação do próprio grupo, mas também fazendo com que surgissem no panorama teatral mindelense novas companhias de teatro. Todos os grupos actualmente em actividade na ilha do Porto Grande tiveram os seus elementos nesta autêntica Casa-Mãe.



Tanto Teatro, porra!

Recordar: «Fragmentos»

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«Fragmentos»

Apresentado nos dias 04 e 05 de Agosto de 1995 e 03 de Setembro de 1995, no Centro Cultural Português de S. Vicente.

9ª Produção Teatral
Elenco: Amilza Soares, António Coelho, Carla Sequeira, Elísio Leite, João Paulo Brito e Nelson Rocha.


Ano: 1995
Apresentações: 3

Estimativa de público em Cabo Verde: 300


Toda com textos de poetas cabo-verdianos e que contou com a participação de alguns dos mais resistentes elementos do grupo. Elisio Leite e Nelson Rocha já cá andam há mais de 10 anos...

Aplausos: 13 anos de teatro!

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A poucos dias de estrear a sua nova peça "O Doido e a Morte", aquela que é a sua 37ª Produção Teatral, o Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo - ICA, comemora o seu 13º aniversário. Com um currículo invejável, porventura o mais rico de toda a história do teatro cabo-verdiano, este grupo de teatro tem conseguido estrear, em média, três peças de teatro por ano, mantendo um nível de qualidade artística reconhecido por todos. Aplausos!


Nascido em 1993, começou por ser um Curso de Iniciação Teatral, nasceu como grupo, sem nunca ter esquecido a vertente da formação, que continua a ser ministrada em paralelo com as actividades do grupo teatral. Assim, o grupo não só vai substituindo os elementos que saem, como permite o aparecimento de outros grupos de teatros, saídos desta autêntica “escola” de artes cénicas, tendo dado origem a um elevado número de novos actores, já considerados unanimemente como a nova geração do teatro cabo-verdiano.

Liderado pelo professor de teatro e encenador João Branco, este é o grupo de teatro que até hoje mais produções teatrais colocou em cena em toda a história do teatro cabo-verdiano, contabilizando o espantoso número de 35 produções teatrais até meados de 2005, em doze anos de existência, o que perfaz a média de três peças diferentes por cada ano de vida.

A concepção global sugerida numa aplicação artística correcta da arte de encenação, com todas as implicações inerentes, nomeadamente, o aspecto artístico, plástico e técnico tem sido uma das imagens de marca deste grupo de teatro. O teatro cabo-verdiano deixa assim de se reduzir ao designado talento inato do crioulo para a representação, que é inegável, mas junta a esse talento intrínseco e enraizado uma componente técnica, plástica e artística que há 10 anos atrás não se reconhecia, ou, quanto muito, era muito mais laboriosa de se encontrar nos palcos de Cabo Verde. Parece inquestionável que o nível do nosso teatro, considerando esses parâmetros, é hoje muito maior do que o era antes e nessa evolução global, o trabalho do Grupo de Teatro Centro Cultural Português do Mindelo tem tido uma influência decisiva.

Foi o primeiro grupo de teatro em Cabo Verde a encenar e a adaptar para a realidade cabo-verdiana peças de autores fundamentais da dramaturgia universal, tais como Shakespeare (Romeu e Julieta em 1998 ou Rei Lear em 2003); Garcia Lorca (A Casa de Nha Bernarda em 1998 ou Sapateira Prodigiosa em 2003); Molière (O Médico à Força em 2000); ou Beckett (À Espera da Chuva em 2002). Foi lançado e colocado em prática o que veio a ficar conhecido como “crioulizações”, um termo utilizado pelo próprio encenador do grupo.

Foi igualmente este grupo o primeiro a adaptar para teatro obras literárias do popular escritor cabo-verdiano Germano Almeida, tendo apresentado adaptações teatrais de Os Dois Irmãos, em 1999 e de Agravos de um Artista em 2001.

O grupo, considerado pelo crítico teatral Manuel João Gomes, como “um dos mais importantes grupos de teatro dos países africanos de expressão portuguesa”, recebeu o Prémio Teatral de Mérito Lusófono, atribuído pela Fundação Luso-Brasileira para o Desenvolvimento do Mundo de Língua Portuguesa, no final de 1996. O director artístico do grupo, João Branco, recebe, em 1999, o Prémio Micadinaia da Cultura, atribuído pela Academia de Estudos Comparados, e o próprio Centro Cultural Português do Mindelo vê reconhecido o seu trabalho na área da formação teatral, ao receber, em 2001, o Prémio de Mérito Teatral, atribuído pela Associação Mindelact.

Uma carta especial...

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Uma Carta Especial

“Caro João Branco!Porque penso que qualquer ser humano gosta de ver o seu trabalho reconhecido, principalmente por um público anônimo e, mormente, quando de trabalho artístico se trata, gostaria de uma forma muito singela mas muito sincera, expressar-lhe o que venho sentindo quando me é dada a oportunidade de ver, sentir e apreciar uma peça teatral do Grupo de Teatro do Centro Cultural Português:

Fico pura e simplesmente extasiada.

No caso concreto da peça «Romeu e Julieta» e antes de a vir ver, pensava – como será possível adaptar a peça à realidade cabo-verdiana?

Mas depois repensava – bom, com o João Branco em cena, há-de sair obra!
E saiu!

Os meus parabéns a todos os elementos do grupo e que muitos mais trabalhos sejam feitos em prol do Teatro Cabo-verdiano, do Teatro Universal.Com amizade e admiração

Mindelo, 08 de Junho de 1998

Assinatura ilegível”

GTCCPM - Um ligeiro currículo!

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@ "Auto da Compadecida" (2005) - foto de João Barbosa

"Ao promover, em Fevereiro de 1993, o 1º curso de Iniciação Teatral, o Centro Cultural Português do Mindelo, plantou a raiz do mais importante grupo de teatro de Cabo Verde

Teresa Sofia Fortes – Jornalista cabo-verdiana

Assim o que me vem encantando nesse grupo é essa humildade no fazer, como se estivesse apostado em dar cabo da nossa basofaria tão nacional, proporcionando ao público espectáculos cada vez de maior qualidade.”

Germano Almeida – escritor e romancista cabo-verdiano

Um dos mais importantes grupos de teatro dos países africanos de expressão portuguesa.”

Manuel João Gomes – Jornalista português


O Grupo de Teatro do CCP do Mindelo - ICA nasceu em 1993, e desde então tem imprimido uma dinâmica teatral em S. Vicente sem precedentes. Começou por ser um Curso de Iniciação Teatral, nasceu como grupo, sem nunca ter esquecido a vertente da formação, que continua a ser ministrada no CCP em paralelo com as actividades do grupo teatral. Assim, o grupo vai substituindo os elementos que saem, captando os alunos mais versáteis, tendo dado origem a um elevado número de novos actores, já considerados unanimemente como “a nova geração de actores do teatro cabo-verdiano”.

Desde 1993 o Grupo de Teatro do CCP do Mindelo - ICA, tem tido uma actividade bastante intensa na produção de espectáculos teatrais - já lá vão 30 produções teatrais diversificadas, quer a partir de textos colectivos, como por exemplo Nós, Pescadores, Eu Sou Teu Escravo?, Sonhos e Mancarra; quer pelo aproveitamento de textos de autores conhecidos para dramatizações 'crioulas', como o foram O Fantasma de S. Filipe, a partir de Oscar Wilde, O Último Dia de Um Condenado, a partir de Victor Hugo, A Birra do Morto de Vicente Sanchez, A Casa de Nha Bernarda e Sapateira Prodigiosa de Garcia Lorca, Os Dois Irmãos de Germano Almeida, Romeu e Julieta e Rei Lear de William Shakespeare ou O Médico à Força de Moliére; ou ainda através da concretização de co-produções com outros grupos ou entidades não cabo-verdianas, como o caso da peça As Virgens Loucas de António Aurélio Gonçalves, em 96, Os Velhos Não Devem Namorar, de Alfonso Castelao, co-produzido com o Grupo de Teatro Elinga de Angola em 1998, ou Cloun Creolus Dei, uma co-produção com o Teatro Meridional em 1999.

Festivais Internacionais:

- Festival Internacional de Teatro do Mindelo / Mindelact (Cabo Verde): 1995/2003
- Festival Internacional de Marionetas do Porto (Portugal): 1994
- Festival Acaso de Leiria (Portugal): 1998
- I Bienal de Jovens Criadores da CPLP (Cabo Verde): 1998
- Festival "Morrer D'Amor" (Portugal): 1999
- Festival Internacional de Estarreja – ESTA 99 (Portugal): 1999
- Festival Internacional de Teatro do Porto (Portugal): 1999
- 4ª Estação do Programa Cena Lusófona (Portugal): 1999
- Porto Natal Teatro Internacional 99 (Portugal): 1999
- Festival Internacional Cómico da Maia (Portugal): 2000
- Festival Internacional de Teatro de Língua Portuguesa (França): 2000
- Roterdam 2001, Capital Europeia da Cultura (Holanda): 2001
- Festival Internacional de Cultura da África Sub-Sahariana (Itália): 2003
- A Arte da África / Centro Cultural do Banco do Brasil (Brasil): 2003
- Mostra Internacional de Teatro de Valongo (Portugal): 2004
- Festival Internacional de Teatro de Tondela – FINTA 2004 (Portugal): 2004
- Semana de Cultura do Mindelo (Coimbra): 2005
- Semana de Cultura do Mindelo (Porto): 2005


De salientar ainda o Prémio Teatral de Mérito Lusófono, atribuído pela Fundação Luso-Brasileira para o Desenvolvimento do Mundo de Língua Portuguesa, no final de 1996, "em reconhecimento do seu trabalho de formação e do seu esforço de cooperação com o teatro português". Prémio entregue numa cerimónia realizada na cidade brasileira do Recife.

É um dos três grupos fundadores do Festival Internacional de Teatro do Mindelo - Mindelact.