Reportagem: Rio de Janeiro

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Em agosto de 1993, um grupo de policiais militares invadiu a favela de Vigário Geral, no Rio de Janeiro, e matou 21 moradores daquela comunidade. A tragédia mobilizou a sociedade civil local, que se organizou para combater as causas da violência. O resultado mais palpável dessa mobilização é o trabalho do Grupo Cultural Afro Reggae, iniciado um mês depois da chacina. José Júnior, diretor-executivo do grupo, e membros da banda Afro Reggae.

Aqui está a grande reportagem da nossa visita a uma das favelas do Rio de Janeiro (favela do Vigário Geral), acompanhados do pessoal da ONG Afro Reggae e da Companhia Livre de Teatro. Numa palavra, inesquecivel!








Peças em Imagens: Rei Lear II (2003)

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@ Foto de Luis Couto
A peça de Shakespeare em crioulo que arrasou em 2003

«Mar Alto»: uma carreira de sucesso!

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A peça de teatro "Mar Alto", do GTCCPM - ICA, tem sido recebida com bastante entusiasmo por onde tem passado. A peça já foi apresentada no Mindelo, Praia, Porto, Famalicão e Oeiras. O jornalista de um dos semanários da nossa praça não hesitou em nomear esta peça como "a melhor produção cénica do ano", em 2005. Em Junho do ano passado, esteve presente no FITEI - Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica, um dos mais emblemáticos eventos teatrais da Europa. No final de Janeiro, é a vez do Rio de Janeiro.






O escritor e poeta Filinto Elísio escreveu sobre a peça Mar Alto:

"Não farei aqui uma recensão crítica da peça, até porque me faltaria engenho e arte. Apenas direi que gostei muito, muitíssimo. Quer da dramaturgia em si, quer da encenação. E já agora, curvo-me humildemente diante a interpretação dos três actores que, numa jangada estilizada e numa deriva faz de conta, deram dimensão dramática aos textos de Eugénio Tavares. E direi que os textos de Eugénio Tavares, enquanto crítica social e política, continuam actuais e oportunos. Aliás, a genialidade destes textos reside na sua explicita irreverência. E na sua implícita sapiência na relativização dos valores, ditos absolutos, como a Democracia, a Governação e a Civilização. Mar Alto nos permite ver e matutar sobre tudo isso, adaptando a essência ao espírito da época, o que não têm sido apanágio de alguma proposta artística nestas paragens., geralmente acríticas e comportadas. A Arte é um grande exercício da liberdade (ou das liberdades, para ser menos inexacto) e Mar Alto disse-o bem..."

O jornalista António Monteiro, por sua vez, destaca a interpretação do trio Manuel Estevão, Fonseca Soares e Paulo Santos e considerou-os, não sem uma ponta de exagero, "provavelmente três maiores actores dramáticos da actualidade".


Actualidade: conhecer a Bienal de Artes do RJ

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Brasil-África: um Rio chamado Atlântico

A compreensão da identidade nacional passa pelo entendimento de que somos um povo em formação, novo, mestiço.

Confirmando esta ideia, a 5ª Bienal da UNE costura os fios de uma história que aparentemente se perdeu: a relação do Brasil com o continente africano e sua influência na formação da cultura brasileira. Para além da abominável violência do tráfico negreiro, houve uma relação de enorme troca cultural entre os dois continentes.

Portanto, o Brasil e a África, como demonstrou Alencastro em O Trato dos Viventes, não estavam simplesmente em contacto, mas faziam parte de uma mesma territorialidade, a do Atlântico Sul, espaço no qual o nosso país se formou. Um Rio chamado Atlântico, na imagem feliz do poeta, diplomata e historiador africanista Alberto da Costa e Silva.

Essa imensa massa de gente vinda da África, sob o jugo do sistema mais iníquo que a humanidade já conheceu, que é o de escravidão, foi um elemento fundamental, em muitos aspectos preponderante, na construção do povo brasileiro. O próprio Rio de Janeiro foi um espaço privilegiado na construção desta identidade. Capital da colónia a partir de 1763, do império português durante a presença da corte, e mais tarde do Império do Brasil, a cidade carioca acolheu escravos e negros alforriados, egressos, principalmente do maior porto negreiro africano ao sul do equador, o porto de Luanda, de onde saíram mais de 200 mil escravos, metade dos quais para o Rio.

O Rio foi, assim, o principal caldeirão da formação desta nacionalidade. Escravos libertos juntavam-se aos que já estavam na cidade para “sincretizar” e criar uma parte importante da cultura brasileira. Rio de Janeiro, cidade negra, capital cultural do Brasil, urbe síntese da nossa nacionalidade, expondo as nossas maiores relações com o continente africano.

Actualidade: «Mar Alto» volta a viajar!

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O Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo - ICA, com a peça «Mar Alto», foi convidado para estar presente naquele que é o maior festival cultural estudantil da América Latina. Com o tema central «Brasil - África: um Rio chamado Atlântico», esta Bienal organiza uma Mostra Convidada, com vários artistas africanos e brasileiros para abrilhantar este gigantesco evento cultural. As boas referências da produção teatral «Mar Alto» - uma homenagem realizada ao poeta cabo-verdiano Eugénio Tavares - terão sido decisivas para o convite, que em muito honra o teatro das ilhas.

A 5ª Bienal de Arte, Ciência e Cultura da UNE (União Nacional dos Estudantes) é o maior festival cultural estudantil da América Latina. Abrangendo toda as áreas da produção cultural – música, artes cénicas, artes visuais, literatura, ciência e tecnologia e cinema e vídeo – a 5ª Bienal da UNE retorna à cidade do Rio de Janeiro com expectativa de atrair um público de mais de 15 mil estudantes nos 6 dias de actividades.

Intervalo: on line, grinhassim!

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Vejam só o susto que apanhamos quando verificamos que, neste momento - dia 05 de Janeiro, pelas 19 horas - temos pessoas a ver o nosso blog oriundas da Turquia, China, Austria ou EUA!

Actualidade: XII Curso de Teatro

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O 12º Curso de Teatro já tem o seu blogue próprio. Vão lá fazer uma visita, deixar mensagens e aprender um pouco mais sobre teatro, a sua história e os seus grandes mestres!

Um abraço

O endereço é:

www.cursodeteatro12.blogspot.com

Peças em Imagens: Mulheres na Lajinha (2006)

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«Mulheres na Lajinha»: Crítica

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O espectáculo Mulheres na Lajinha do Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo (GTCCPM) a partir do livro «Mar da Lajinha» de Germano de Almeida, agradou mas não surpreendeu. Na memória do público ainda estava o surpreendente «Auto da Compadecida» do ano anterior, e como o espectador exige sempre mais, a produção deste ano ficou um pouco aquém das espectativas. Mas se a espectativa malogrou, a sua efemeridade foi ganha, pois o público se divertiu, passou um serão agradável.

Quatro mulheres encontram-se na praia da Lajinha e aí desenrolam um novelo de conversas passando por saudades, sexo, adulterio, sofrimento, etc., temas banais, que tanto podiam ser na lajinha como noutra parte do mundo.

O espectáculo foi eficaz ao nível de leveza e divertimento, levando á certa identificação do espectador com aquelas mulheres. Mas foi no entanto, composto de risos fáceis, caindo muitas vezes em clichets esgotados e denotando até alguma fragilidade tanto a nível de encenação como de texto dramático. Mas não era de todo uma dramaturgia complexa, mas sim um deambular de pensamentos e riolas que facilmente encontraremos nos espaços do feminino.

Ludmilla, Zenaida, Bety e Sílvia, mais uma vez corresponderam ao esperado com uma energia cantagiante e digna de muitos aplausos. E se dramaturgicamente a peça não seria tão interessante, ao nível da interpretação foi bastante exigente e consequente. Com a sua marcante expressividade e entrega, estas mulheres, seiva do espectáculo, conquistaram-nos e levaram-nos com elas nas suas aventuras.

Ao nível da cenografia, sem grande complexidade, os elementos apresentados estavam perfeitamente resolvidos, sem no entanto nos seduzir. A luz acompanhou o bom ritmo da acção e claramente se encontra bem resolvida todas as questões cénicas, e em momentos pontuais deparamo-nos com francas belezas imagéticas.A certo momento sente-se que nada de novo nos traz este espectáculo, sem que no entanto isso o prejudique. A plateia gostou de leveza e de poder rir com estas mulheres durante esse tempo ritualista do teatro. João Branco, com um considerável manancial de encenações, cria de certo modo um horizonte de espectativa, o que é bastante interessante, mas devido a isto mesmo, sentiu-se este espectáculo mais como um “entre-acto” do que propriamente uma produçao “de peso”.

Não surpreendeu, mas convenceu.

Micaela Barbosa

Contagem decrescente: até já

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Parece publicidade, mas não é.

O Festival Mindelact está aí à porta. E o tempo não é muito. Também por isso o nosso blog deixará de ser actualizado diariamente, mas quando fôr possível...




Não percam a nossa grande festa do teatro! Serão onze dias com muitos espectáculos.

Ah, e «Mulheres na Lajinha», dia 11 de Setembro.

Até já!

Intervalo: Imagem do dia

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Cartaz do festival mindelact 2002
Pintura de Tchalé Figueira

Intervalo: Imagem do dia

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