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Mulheres na Lajinha de volta!

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No âmbito de um convite feito pelo Banco Comercial do Atlântico, o Grupo de Teatro do CCP - IC, vai apresentar no próximo dia 09 de Setembro, a peça «As Mulheres na Lajinha», na Academia Jotamont do Mindelo.

Divertido vai ser, no mínimo!


Peça em Imagens: "Mulheres na Lajinha" no Festiluso

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Peça: "Mulheres na Lajinha"
Ano: 2008
Local: Teresina, nordeste do Brasil

Novas na Boca do Lobo

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Pois é, caros amigos e companheiros. Já lá vão alguns meses desde a última actualização do nosso espaço comum e isso é uma vergonha. Mas mais vale tarde do que nunca.

O nosso grupo não parou durante estes meses. Apresentamos a peça «Mulheres na Lajinha» em Maio, estivemos no Rio de Janeiro na primeira edição do FESTLIP, com a peça «O Doido e a Morte» e em Julho, em Teresina, também no Brasil, para apresentar a peça «Mulheres na Lajinha» no FESTLUSO. Dois festivais internacionais novos, que dão prioridade ao teatro de língua portuguesa, o que vem mostrar que este é um dos caminhos que deve ser explorado pelo teatro cabo-verdiano, se quiser alargar a sua montra.

Em Setembro, fizemos história, ao estrear uma co-produção com a Companhia Raiz di Polon, «Máscaras», naquela que foi a peça mais aplaudida do Festival Mindelact 2008 (que não necessariamente a mais elogiada!).

Novos projectos se preparam e deles iremos dar conta aqui na Boca do Lobo. Entretanto, já sabem, venham sempre, consultar o nosso historial, lembrar os nossos actores e actrizes, rever as nossas imagens de produções anteriores.

Saudações Teatrais

Elas estão de volta!

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Peças em Imagens: Mulheres na Lajinha (2006)

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«Mulheres na Lajinha»: Crítica

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O espectáculo Mulheres na Lajinha do Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo (GTCCPM) a partir do livro «Mar da Lajinha» de Germano de Almeida, agradou mas não surpreendeu. Na memória do público ainda estava o surpreendente «Auto da Compadecida» do ano anterior, e como o espectador exige sempre mais, a produção deste ano ficou um pouco aquém das espectativas. Mas se a espectativa malogrou, a sua efemeridade foi ganha, pois o público se divertiu, passou um serão agradável.

Quatro mulheres encontram-se na praia da Lajinha e aí desenrolam um novelo de conversas passando por saudades, sexo, adulterio, sofrimento, etc., temas banais, que tanto podiam ser na lajinha como noutra parte do mundo.

O espectáculo foi eficaz ao nível de leveza e divertimento, levando á certa identificação do espectador com aquelas mulheres. Mas foi no entanto, composto de risos fáceis, caindo muitas vezes em clichets esgotados e denotando até alguma fragilidade tanto a nível de encenação como de texto dramático. Mas não era de todo uma dramaturgia complexa, mas sim um deambular de pensamentos e riolas que facilmente encontraremos nos espaços do feminino.

Ludmilla, Zenaida, Bety e Sílvia, mais uma vez corresponderam ao esperado com uma energia cantagiante e digna de muitos aplausos. E se dramaturgicamente a peça não seria tão interessante, ao nível da interpretação foi bastante exigente e consequente. Com a sua marcante expressividade e entrega, estas mulheres, seiva do espectáculo, conquistaram-nos e levaram-nos com elas nas suas aventuras.

Ao nível da cenografia, sem grande complexidade, os elementos apresentados estavam perfeitamente resolvidos, sem no entanto nos seduzir. A luz acompanhou o bom ritmo da acção e claramente se encontra bem resolvida todas as questões cénicas, e em momentos pontuais deparamo-nos com francas belezas imagéticas.A certo momento sente-se que nada de novo nos traz este espectáculo, sem que no entanto isso o prejudique. A plateia gostou de leveza e de poder rir com estas mulheres durante esse tempo ritualista do teatro. João Branco, com um considerável manancial de encenações, cria de certo modo um horizonte de espectativa, o que é bastante interessante, mas devido a isto mesmo, sentiu-se este espectáculo mais como um “entre-acto” do que propriamente uma produçao “de peso”.

Não surpreendeu, mas convenceu.

Micaela Barbosa

Contagem decrescente: Mulheres na Lajinha

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Mulheres na Lajinha

Adelina

«Venho à Laginha porque o médico mandou. Imaginem! Sempre vivi aqui e nunca un t’má fé que Laginha era assim tão sabe. Esse mar. Algum cosa serviu-me ter ido ao médico naquel dia. Un kordá para o que temos de melhor nas nossas ilhas!»


Estreia dia 11 de Setembro

Contagem decrescente: Mulheres na Lajinha

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Mulheres na Lajinha

«Na Lajinha, cada momento do dia dá-nos apenas uma fracção da cidade, pedaços da sua alma apanhados em fragmentos de conversas, em rostos mais ou menos familiares, em episódios que testemunhamos sem nunca virmos a saber exactamente como terminam, ou como começaram.

Somos surpreendidos por conversas despreocupadas e alegres porque este povo ganhou alma de cigarra e aprendeu a sobreviver à incerteza do futuro, gastando a vida sem pensar no dia de amanhã.

Numa manhã bem cedo, quatro mulheres tomam banho, fazem ginástica e falam da vida e dos homens naquele tom de voz alto e desbragado de quem soube tirar o melhor proveito de um destino difícil e não deve nada a ninguém.»

Ana Cordeiro

Estreia dia 11 de Setembro

Contagem decrescente: Mulheres na Lajinha

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Mulheres na Lajinha

«A Lajinha é como a Praça Nova, um local por onde passa toda a cidade do Mindelo, mas onde muitos dos seus habitantes nunca se encontram ou sequer se cruzam. Os últimos noctívagos cedem lugar aos adeptos dos banhos matinais da mesma maneira que as brincadeiras das crianças de tenra idade se não misturam com os jogos eróticos dos adolescentes.

Nestes espaços, em que as rotinas se cruzam, acabam por se criar relações que, não ultrapassando esse delimitado território, se prestam a desabafos e inconfidências. Relações que se fazem e desfazem com a rapidez de quem vive à mercê da chegada dos navios e do imprevisível curso da história.»

Ana Cordeiro

Estreia dia 11 de Setembro

Contagem decrescente: Mulheres na Lajinha

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Eis o cartaz do espectáculo que, com toda a certeza, vai dar que falar no próximo dia 11 de Setembro.

Contagem decrescente: Mulheres na Lajinha

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«Mulheres na Lajinha»


Ficha Artística

Adaptação da obra de Germano Almeida
«No mar da Lajinha»

Adaptação Dramatúrgica
Colectivo

Encenação,Cenografia e Direcção Artística
João Branco

Figurinos e Adereços
Colectivo

Desenho de Luz
César Fortes

Interpretação
Elisabete Gonçalves
Ludmila Évora
Sílvia Lima
Zenaida Alfama

Estreia no dia 11 de Setembro, inserido na programação principal do Festival Mindelact 2006

Pintura da autoria de Manuel Figueira

Contagem decrescente: Mulheres na Lajinha

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Mulheres na Lajinha

Maria

«É por isso que tenho horror à ideia de engravidar. Mesmo agora, despôs da menopausa continuo a fazer irrigações vaginais, com água de vinagre após cada relação. Ando sempre preparada com todo o meu material. Nunca nenhum homem panhâm desprevenida. Seja na casa, na praia, no compe, un ta sempre preparôd!»


Estreia dia 11 de Setembro

Contagem decrescente: Mulheres na Lajinha

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Mulheres na Lajinha

Sulena

«Prope! Os homens são todos uns patifes! Quando fiquei sem homem foi a Laginha que me salvou de correr atrás de um filho da mãe qualquer e abrir-lhe as pernas de par em par… A gente vem aqui e consome todas as energias, chega-se em casa sem vontade para mais nada. Claro, não é bem a mesma coisa, mas enquanto não se arranja melhor…»


Estreia em Setembro

Contagem decrescente: Mulheres na Lajinha

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Mulheres na Lajinha

Pantcha

«Analfabeta é bô! Tu tens é inveja. Um dia fiquei tão chateada com aquele chove no molhado, que perdi a cabeça, e gritei ao ouvido do velho ao mesmo tempo k’un dal um boa pegada na polpa: "metê, porra, metê que força e seja o que Deus quiser!"


Estreia em Setembro

Contagem decrescente: Mulheres na Lajinha

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Mulheres na Lajinha

Pantcha

«O meu nome é Pantcha e pa quem quiser saber eu sou mulher de vida. Sempre fui boa na cama e un ka ta disposto a entregá nha ramo a ês menininha d’agora que vão aparecendo na vida por toda a cidade, como se Mindelo tivesse voltado a ser a fábrica de putas que foi na tempo d’inglês kond nôs porto vivia entupido de vapores e kês rua de Lombo cheias de marinheiros famintos de amudjer, pa descarregar as angústias do mar.»


Estreia em Setembro

Actualidade: «Mulheres na Laginha»

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«Mulheres na Laginha»
38ª Produção Teatral

A partir de textos de Germano Almeida.


Estreia prevista - Setembro 2006

Começaram os ensaios para a nossa 38ª Produção Teatral. A peça, com um elenco integralmente feminino, promete muito tempero, conversas quentes e língua solta nas cálidas areias da Laginha. Alguém vai ficar com as orelhas quentes...



As malandrices do Germano Almeida vão ganhar vida nos palcos do Mindelo...

@ Ilustração: Pablo Picasso «Mulheres Correndo na praia»